Pouco mais de 7 meses das eleições de outubro, o ministro da Educação, Camilo Santana (PT), afirmou que eventuais decisões políticas no Ceará não serão pautadas por interesses pessoais, mas pelo projeto partidário.
“Se eu for convocado para uma missão no meu estado, não é uma escolha pessoal, é pelo projeto”, declarou em entrevista à Folha de S.Paulo.
A afirmação ocorre no contexto das articulações para a sucessão do governador Elmano de Freitas (PT). O ministro da Educação, que deve deixar a pasta nas próximas semanas, estaria se desincompatibilizando para reforçar a campanha da reeleição do governador, porém – nos bastidores – há rumores de que o próprio Camilo poderia ser o eventual substituto de Elmano na disputa pelo Palácio da Abolição.
“Quando digo que não se pode dar ao luxo, é porque o projeto não pertence mais a nós mesmos”, disse, ao comentar a possibilidade de o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disputar cargo em São Paulo. Dirigentes do PT têm afirmado que Haddad está a um passo de anunciar a candidatura ao governo de SP, após reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta quinta-feira (26).




