CEARENSE DESTACA EXPERIÊNCIAORÇAMENTÁRIA EM SABATINA PARA VAGA NO TCU E DEFENDE AUTONOMIA DO CONGRESSO

Sete deputados federais disputam a indicação da Câmara dos Deputados para a vaga de ministro no Tribunal de Contas da União (TCU), aberta pela aposentadoria compulsória de Aroldo Cedraz em fevereiro de 2026. A sabatina na Comissão de Finanças e Tributação ocorreu nesta segunda-feira, 13, com deliberação prevista para encaminhar nomes ao plenário.

Os concorrentes incluem Odair Cunha (PT-MG), Hugo Leal (PSD-RJ), Elmar Nascimento (União-BA), Gilson Daniel (Pode-ES), Soraya Santos (PL-RJ) e Adriana Ventura (Novo-SP). Apesar de apoios políticos, como o acordo de Hugo Motta com o PT para Odair Cunha, a fragmentação de candidaturas abre espaço para perfis técnicos.

Danilo Forte (PP-CE), indicado pela Federação PSDB/Cidadania, abriu a sabatina com defesa de um TCU mais atuante e integrado ao Congresso. Com 18 anos como servidor da Casa e mais de uma década como deputado, Forte criticou déficits na execução orçamentária, como R$62,8 bilhões em restos a pagar em 2025 e R$6 bilhões não empenhados, atribuindo-os ao governo PT. Ele enfatizou a necessidade de transparência onde há dinheiro público e posicionou sua candidatura como coroa de carreira dedicada à fiscalização, sem subserviência partidária.

Ao contrário dos concorrentes com menos ênfase em orçamento, Forte acumula nove participações na Comissão de Orçamento e assessorou líderes como Antônio Paes de Andrade. Sua visão plural defende o Parlamento como voz do povo contra escândalos e fundos paralelos, prometendo dinamizar a execução sanitária via parceria TCU-Congresso.

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